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Laboratório Luz e Sombra, uma vivência cheia de descobertas na Educação Infantil

A criança de hoje é desafiadora porque é competente, afetiva e crítica. Ela é agente de mudanças nos movimentos da família, escola e da sociedade. É, também, promotora de cultura, valores e direitos. Com o olhar voltado a estas questões, a proposta do Laboratório Luz e Sombra, do Colégio Sigma, tem como premissa ajudar a preparar a criança para a sociedade, para que ela possa ser ouvida e consiga colocar seu ponto de vista diante das situações. Isso é possível, de acordo com a psicopedagoga Luciana Amarante, “porque a criança inicia o trabalho no Laboratório participando de pequenos grupos e, depois, vai realizando as trocas de suas vivências. Ela aprende a falar e a ouvir os demais, molda e constrói a sua identidade. As várias capacidades das crianças são reconhecidas, oportunizadas e compartilhadas com o outro”.
Os estudos para o desenvolvimento do projeto Laboratório Luz e Sombra são fundamentados em Reggio Emilia. Loris Malaguzzi construiu essa escola inspirado em seus heróis Montessori, Froebel, Dewey e Piaget.
Para o psicólogo cognitivo e educacional Howard Gardner, no prefácio do livro As cem linguagens da criança (2016, p. 14) “Muito tem sido escrito sobre os métodos progressistas na educação, mas raramente as ideias desta educação são aplicadas. Talvez uma das razões para isso, seja a necessidade de uma equipe que precisa criar procedimentos para alcançar uma educação de qualidade, encorajando simultaneamente o crescimento de todos que participam. Em Reggio os professores sabem como escutar as crianças, como permitir que tomem iniciativa e também como orientá-las de maneira produtiva”.
Assim, a aplicadora do projeto, professora Carina Roberta Souza, afirma que “o método consiste no princípio da comunidade, na resolução por meio do cooperativismo”. Esta é uma estratégia de atenção, com disposição para ouvir os outros, com respeito às suas diferenças. O objetivo é criar um ambiente de empatia para ouvir a criança e sua centena de linguagens, que pode ser através da representação simbólica, onde os pequenos usam todas as suas formas de expressão: desenho, movimento, construções, música, pintura etc. O trabalho é realizado em pequenos grupos de aprendizado e até 3 idades.
“Atividades exploradas com o uso da mesa de luz, sombras e reflexos, espelhos, texturas e instalações, desafiam e encorajam as crianças. Estimulam a curiosidade, o aprendizado e possibilitam o desenvolvimento da linguagem relacionada aos conceitos básicos da física”, complementa a coordenadora da Educação Infantil Claudia Floriani.
Durante as vivencias as crianças criam, constroem, compreendem e interpretam o mundo com as suas várias linguagens. Os pequenos grupos interagem e arquitetam suas experiências respeitando o outro, sentem e externam falas que emocionam. Quando indagados com o que era “imaginação”, Amanda, de 4 anos, responde, posicionando as mãos sobre o peito e, em seguida, sobre a cabeça – “Tia, é uma coisa que vem daqui e daqui!” Lucas, de 5 anos, completa: – “ É criar!”.
“Poder ouvir essas e outras linguagens da criança poderia ser explicado como a oportunidade de aprender, pelo olhar puro, curioso e responsável da criança. Pelo encantamento que elas têm pelo mundo e as suas infinitas possibilidades de lhes acrescentar significado”, explica Professora Carina.
Fotos: Carina Roberta Souza


Colégio Sigma

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